Leitura da vez: Clube da Luta


Tá tendo várias resenhas de livros, sim, e se reclamar vai ter mais. Brincadeiras a parte, haha, esse é um livro que li “recentemente”, digo recentemente entre aspas, pois isso já faz uns quatro meses. Demorei de postá-lo aqui para não enchê-los com resenhas e vocês não acharem que eu sou a louca dos livros. Assim como o livro de P.S. Eu Te Amo (fiz a resenha dele aqui), eu segui a sequência errada, de ter assistido o filme antes de ler o livro, o que tirou toda a magia do livro, então não repitam isso em casa. Dito isso eu posso de fato começar a falar sobre a história de Clube da Luta. 



A narrativa do livro é feita em primeira pessoa, mas apesar disso o personagem principal não tem nome e a sua cronologia não é definida. Torturado pela insônia, pelo tédio e pela sua vida fútil, ele descobre que vendo “sofrimento real” sua insônia vai embora e consegue dormir tranquilamente, então ele passa a frequentar grupos de apoio a pessoas doentes para que possa ter uma boa noite de sono, numa dessas ele conhece Marla Singer que também não tem nenhuma doença, mas ainda assim frequenta esses tais grupos. Quando ele passa a conhecê-la, abandona os grupos.



Durante uma viagem a trabalho, ele conhece Tyler Durden, a partir daí nasce uma amizade entre os dois e a sua vida muda completamente. Seu apartamento é destruído devido a uma explosão sem sentido e a primeira pessoa que ele procura para lhe ajudar é Tyler, mas acaba indo morar com ele numa casa abandonada. Numa noite Tyler idealiza o clube da luta com ele, sendo essa uma forma de se sentir vivo. Com o clube da luta, vem também as suas regras:

  1. Você não fala sobre o Clube da Luta. 
  2. Você NÃO fala sobre o Clube da Luta. 
  3. Quando alguém diz “pare” ou fica desacordado, mesmo que esteja fingindo, a luta acaba. 
  4. Apenas duas pessoas por luta. 
  5. Uma luta por vez. 
  6. Sem camisa e sem sapatos. 
  7. As lutas duram o tempo que tiverem que durar.”


A violência que se espera através da descrição do livro quase não existe, o ponto central do livro são as críticas ao modelo de vida perfeito, ao consumismo, a acomodação e a sociedade de um modo geral. Pode se dizer que a história do livro se resume na confusão que se passa na mente do protagonista e sua relação com Marla Singer, Tyler Durden, o próprio clube da luta e a sociedade.

Cheio de frases marcantes e pensamentos incríveis, o livro nos faz repensar na forma como vivemos, a questionar tudo o que passamos e principalmente a refletir sobre as coisas. É aquela história de amor ou ódio, mas que vale e muito a pena ler.



Título: Clube da Luta. Autor: Chuck Palahniuk. Edição: 2. Editora: LeYa Brasil. Ano: 2012. Páginas: 272. 

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Au revoir. 

Leitura da vez: P.S. Eu Te Amo

Já faz algum tempo que li esse livro (quase 1 ano e meio para ser exata) e por gostar bastante da história achei que seria válido fazer uma resenha dele. Quem é que nunca ouviu falar do filme P.S. Eu Te Amo? Quando o assisti, há cerca de 7 anos atrás, não sabia que existia o livro e quando soube, decidi que queria ler para sentir emoção a cada página.

Gerry e Holly eram namorados e melhores amigos desde a infância, compartilhavam um sentimento imenso um pelo outro e desejavam ficar juntos para sempre, até que algo totalmente inesperado acontece, Gerry descobre ter um tumor no cérebro, acaba não resistindo e deixa Holly desamparada, com um vazio imenso em seu coração e uma dor insuportável que só aumenta a cada dia.

Após a morte do amor de sua vida, ela se vê sozinha pela primeira vez na vida, sem vontade de encarar o mundo lá fora, deprimida e sem uma profissão ou perspectiva. Sua família e amigos ligavam todos os dias para saber se ela estava bem ou melhor, se ainda estava viva.

Perto de completar 30 anos, ela descobre um pacote de cartas deixado por Gerry na casa da sua mãe, onde há uma lista de coisas para guiá-la em sua nova vida sem ele. A partir dessa descoberta, sua vida muda e a história se desenvolve através dos pedidos conscritos nas cartas.

Do mês de março até o mês de dezembro, Holly deve abrir um envelope por mês seguindo todas as instruções que estão escritas na carta. Dessa forma, mesmo que seja apenas por meio de suas palavras, ela sente como se ele ainda estivesse pertinho dela e a cada envelope aberto ela vibra, como se sua vida dependesse disso.

Apesar da história ser focada em Holly e nas cartas deixadas por Gerry, os outros personagens como sua família e seus amigos são peças fundamentais para que a história desenrole. Eles dão um certo ânimo e tornam a história muito mais fácil de ser lida. O livro é um verdadeiro amor e eu me envolvi a cada página, confesso que chorei algumas vezes, principalmente ao ver o sofrimento da personagem. A lição que o livro nos passa é que perder alguém que se ama é algo terrível, mas isso não significa que sua vida acaba ali, você ainda tem uma vida inteira pela frente.


Título: P.S. Eu Te Amo. Autor: Cecelia Ahern. Edição: 2. Editora: Novo Conceito. Ano: 2012. Páginas: 365. 

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Leitura da vez: A Hora da Estrela

Faz quase dez meses desde o último livro que eu postei aqui, mas não pensem que foi por falta de ler ou algo do tipo. Além de ter esquecido de atualizar, meu tempo andava muito corrido e posts de resenhas de livros precisam ser bem elaborados para não parecer que foi “jogado” de qualquer jeito.

Li esse livro no final do ano passado (peguei emprestado de uma prima minha) e como na época não tinha blog acabei não tirando muitas fotos dele, então perdoem-me por isso.

O livro A hora da estrela conta a história de Macabéa, uma alagoana solitária e reflexiva, através da narrativa do escritor fictício Rodrigo S. M. Ainda quando criança, seus pais morrem e Macabéa passa a morar com sua tia, que lhe dá pancadas na cabeça com os nós dos dedos no intuito de educá-la. Quando sua tia muda-se para o Rio de Janeiro, ela a acompanha e arranja um emprego como datilógrafa. Pouco tempo depois, sua tia falece e ela passa a dividir um quarto de pensão com quatro moças.

Tendo uma vida miserável, Macabéa não almeja muitas coisas e se conforma com aquilo que a vida tem para lhe oferecer, seu único passatempo é escutar a Rádio Relógio durante as madrugadas. Em um certo dia, ela falta ao trabalho e resolve dar uma volta, durante seu passeio conhece Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino que a convida para sair. E é aí que tudo muda. Em seu pensamento, esse é o começo de um namoro. Ela passa a exibir todo o conhecimento adquirido pela Rádio Relógio em suas conversas, enquanto Olímpico apenas relata seu desejo de ser alguém na vida.  

Em uma visita ao local de trabalho de Macabéa, Olímpico conhece a colega dela Glória e se interessa por ela no mesmo instante. Inconformada e sem saber ao certo o quanto isso a faz sofrer, ela se tranca no banheiro do trabalho e usa batom vermelho em seus lábios, para sentir como uma estrela de cinema. Envergonhada por esta situação, Glória lhe entrega dinheiro e pede para que ela procure uma cartomante para prever o seu futuro.

Confesso que quase desisti de terminá-lo por ser uma narrativa muito detalhada e monótona, os primeiros capítulos do livro são desgastantes e é preciso se arrastar até realmente se prender na personagem. Não foi uma leitura adorável, mas as reflexões que Clarice traz ao longo do livro toca fundo na alma, principalmente por ver como a vida da personagem Macabéa é sofrida. 


Título: A Hora da Estrela. Autor: Clarice Lispector. Edição: 1. Editora: Rocco. Ano: 1998. Páginas: 88. 

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Au revoir. 

Fanfics que viraram livros!




Hoje falarei sobre Fanfics. Como comentei na minha primeira postagem aqui no Blog, eu escrevo fanfics, que é nada mais nada menos que ficção escrita por fãs. Hoje, no Brasil existem diversos sites de fanfictions, alguns deles são: Fanfic Obsession, Fanfictions Br, Nyah! Fanfiction, Fanfic Addiction, All Time Fics, Fanfic Revolution, dentre muitos outros que "nascem" a cada dia, sem contarmos as autoras que publicam suas estórias em seus blogs, tumblrs. Há também o Clube das Autoras, algumas das fanfics do Clube das Autoras já viraram livro.  


Você sabia que "50 tons de cinza", se originou de uma fanfic? 
Segunda a Alessandra autora do Blog Publicidade Literária, "50 Tons de Cinza" se originou da Fanfic "Master Of The Universe I & II". E não são apenas livros de Literatura Estrangeira que se originaram de fanfics, temos livros de fanfics de autoras brasileiras que se tornaram livros. Recentemente Psicose da AndieP. virou o livro Insanatório, dentre outros como Contos de Uma Fada e A Esquecida que encontram-se a venda na loja virtual do CDA.
Quem sabe um dia uma das minhas estórias também não viram livro? Por enquanto isso é apenas um sonho, e como ainda falta muito pra isso acontecer deixo aqui uma das minhas fics para vocês lerem.



Capa por: Adry S.


Prólogo

Naquela triste agonia na lembrança da perda de um ente querido, eu chorava colocando para fora toda a dor que já não cabia mais em meu peito para fora. Por mais que tentasse conter as lágrimas elas insistiam em escorrer de meus olhos e um soluço escapava da minha garganta. Por mais que eu tentasse eu sentia-me a cada dia mais distante dele, mesmo ele tendo prometido a mim naquela noite – “meu amor, eu estarei com você pra sempre” – eu sentia que algo está errado, eu já não o sinto mais e isso dói.
E quando dos olhos partem as lágrimas isso significa que o coração não suporta mais a dor.

Flashback
Eu ainda lembro como se fosse hoje do dia em que nos conhecemos. Era uma tarde de inverno onde uma leve brisa soprava, seus cabelos levemente desarrumados pelo vento. Ele correndo em direção aquele táxi, senti que algo estranho aconteceu, senti a minha pele eriçar. O destino neste momento amarrava o laço de nossas vidas e um sorriso surgiu em meus lábios.
Depois que o táxi partiu eu não sabia o que aconteceria, será que o veria novamente? Será que teria a chance de perguntar-lhe seu nome? O conheceria? Impossível de saber, porém, eu queria muito vê-lo, poder conversar com ele. Conhecer seus gostos, seus defeitos, suas qualidades, seus sonhos, seus medos, queria saber tudo sobre ele.
Após alguns segundos de extase consegui continuar meu rumo, fui para meu escritório, haviam montantes de processos me esperando. Sabe aquele dia em que você não consegue se concentrar em nada direito? Que sua mente voa para lugares desconhecidos? Eu estava assim, perdi as contas de quantas vezes precisei retornar a leitura dos processos. Cheguei a parar e ficar olhando para o nada, com um sorriso bobo nos lábios. Eu não fazia ideia do que aconteceria, mas algo mudaria e em breve.
Ao chegar o fim da tarde o sol estava se pondo no horizonte, o céu estava em uma mescla de azul, laranja e preto que vinha trazendo a tona a noite. Depois de um dia nada produtivo no trabalho, mas que trouxe uma renovação da esperança. Aquele sentimento de que algo bom aconteceria e não levaria muito tempo para acontecer fazia com que um sorriso aparecesse em meus lábios.
Com uma noite incrível, onde as estrelas brilhavam iluminando a penumbra da noite. Havia uma brisa soprando levemente, resolvi sair para caminhar. Algo que não fazia com muita frequencia. Hoje realmente é um dia diferente. Com as forças renovadas por aquele encontro inexperado com alguém que eu nem sei quem é.
Fui caminhar na beira mar, depois de uns quinze minutos de caminhada parei para apreciar a paisagem que tinha em minha frente. Sentei na areia e fiquei olhando o mar, a lua refletia linda e pratiada na água do mar com suas ondas calmas. Fechei os olhos e expirei fundo, lembrando de tudo o que havia acontecido naquele dia. Ainda não conseguia entender esse sentimento que surgiu em meu peito, o coração acelerado, os pelos eriçados.
Ao abrir os olhos lá estava ele. se alongando provavelmente para correr, em um impulso e pelo medo de nunca mais ve-lo e talvez pela curiosidade de descobrir quem é ele.
- oi, tudo bem? – perguntei ao me aproximar dele. Meio confuso com a minha chegada, ele sorriu e respondeu.
- oi, tudo sim e com você? – Ele perguntou-me.
- Que bom... – eu sorri envergonhada. – Desculpe, como é seu nome?
- Harry Steyles. – Ele disse estendendo a mão para que eu a apertasse. – E o seu bela moça? – o sorriso ainda estava em seu lábios.
- Meu nome é Anne Edwards. – Eu retribuí o aperto de mão. – Er, você vai correr?
- Sim, gostaria de me acompanhar Anne? – Harry.
- Adoraria. – o silêncio tomou conta de onde estávamos. Fiquei apenas ouvindo o som ritmado das ondas quebrando no mar.
- Pronta? - Estava absorta em meus pensamentos que quase não ouvi quando ele perguntou se eu estava pronta.
- Sim, estou pronta. – e partimos correndo lado a lado. Às vezes o braço dele russava no meu. Sendo de propósito ou não, eu ainda sentia que algo diferente aconteceria.
Após uns quarenta minutos de corrida eu já estava exausta e ficando para trás. Assim que Harry notou que eu não estava mais ao seu lado ele parou e ficou procurando por mim por todos os lados. Ele começou a rir quando me viu parada. Eu estava levemente curvada para frente com as mãos nos joelhos tentando recuperar meu folego.
Não tenho o hábito de correr e confesso que vê-lo rindo de mim, me deixou encabulada pela minha falta de preparo físico. Nota mental: “praticar corrido todos os dias”.
- Você está bem? – Ele perguntou ainda rindo levemente. Confesso que estou me sentindo a pessoa mais patética do mundo. Aceito o convite para correr com ele e não aguento acompanhá-lo até o fim.
- Estou sim. Desculpe-me, não sou acostumada a correr. – Confessei sentindo minhas bochechas corarem.
- Sem problemas! – Ele sorriu, afagando levemente meu braço. Senti os pêlos da minha nuca eriçarem com seu toque. – Gostaria de beber um suco?
Flashback End
E foi assim neste dia estranho que nos conhecemos. E conforme foram passando os dias fomos nos aproximando mais. Quando notamos, já estavamos totalmente apaixonados um pelo outro.
Mas nem tudo são flores.
Hoje faz um ano que Harry se foi de nossas vidas, estou eu aqui na capela rezando e pedindo a Deus que me dê forças para continuar, principalmente no dia de hoje!
Quando Harry faleceu naquele acidente. Eu jurei que colocaria o desgraçado que o matou na cadeia. O assassino do meu marido pagou fiança e pode ficar em liberdade condicional. Desde que não tentasse sair da cidade. Mas hoje eu o colocarei atrás das grades. Ou nao me chamo Anne Edwards Style!
- Deus dê-me força e sabedoria neste momento, para que a justiça seja feita hoje! – Rezei baixinho, dei um beijo na testa do Harry Junior e pedi para que a babá o levasse para um passeio e depois aguardasse em minha casa até que eu chegasse.
Entreino tribunal e sentei no meu lugar de advogada de acusação. Sim, fiz questão de estar ali. Aguardei anciosa e um pouco apreensiva pelo ínicio da sessão solene.
Após quase seis horas de julgamento eu estava esgotada e anciosa para saber o que o tribunal decidiria. Mas infelizmente isso seria adiado por cinco minutos, pois o juíz pediu esse tempo para que o juri pudesse se reunir e tomar a decisão com coerência. Apesar do meu cansaço, sei que fiz um ótimo trabalho e pelo que eu pude perceber na reação do juri, enquanto contava o que havia acontecido no dia em que o réu matou meu marido, que eles estavam compadecendo de toda a minha dor e que esse assassino não saíria impune hoje!
Finalmente o juíz retornou a sua bancada com o envelope que continha a decisão do juri em suas mãos. Ouvi atentamente qual havia sido a decisão.
Não consegui conter as lágrimas, que estavam trancadas em meus olhos desde o ínicio daquele julgamento. Finalmente permiti que elas escorressem livremente pelo meu rosto sem me importar se isso borraria a minha maquiagem. Alex Malaurem será condenado a quinze anos de reclusão por assassinato.
Saí mais uma vez satisfeita com a minha atuação como advogada, sem conseguir conter as lágrimas ainda. Várias pessoas vieram me cumprimentar pelo meu brilhante desempenho em mais um julgamento.
- Parabéns Anne. – Eva, uma colega que foi convocada como juri, falou. – Tenho certeza que onde quer que Harry esteja. Ele está muito feliz! – ela soriu e deu um abraço rápido.
Saí do forum e fui até o cimitério onde Harry havia sido enterrado. No caminho até lá, parei em uma floricultura e comprei uma rosa. Harry adorava me dar rosas, ele sempre comprava uma rosa para mim nas datas especiais, e em alguns momentos trazia uma de surpresa para mim.
Um dia após uma briga que tivemos quando ainda eramos recém-casados. Ele trouxe um buquê com 15 rosas, o tanto de meses que estavamos casados. Eu sempre chorava quando ele me trazia rosas. Mas neste dia, ele mandou que elas fossem entregues no meu escritório e tinha um trecho escrito de próprio punho no cartão.
Meu amor,
Eu sei que sou o marido mais babaca desse mundo, sei que você chorou a noite toda ontem. E através destas quinze rosas que simbolizam o tanto de meses da nossa união lhe pedir desculpas. Sei que fui um completo idiota ontem, e me arrependo de tudo o que lhe disse! Perdoe-me.
De seu grande e eterno amor,
Harry Styles.
P.S: Eu te amo!
Sorri com a lembrança deste dia. Ao chegar no cimitério, coloquei carinhosamente a rosa sobre a lápide.
- Oi meu amor, como você está hoje? – Eu falei, esperando alguns segundos para que ele pudesse responder e continuei. – Hoje faz um ano que você nos deixou, e eu nem ao menos consegui lhe contar naquele dia que estava esperando um filho nosso! – Enxuguei a lágrima que escorreram dos meus olhos e conitinuei.
- Nosso pequeno Junior está tão lindo. Ele tem seus olhos e já consigo perceber algumas manias que você tinha nele. – eu sorri ao lembrar-me das manias loucas do meu marido. – Sinto tanto sua falta meu amor. Eu queria que você estivesse comigo.
- Hoje, amor, sei que a justiça foi feita. Pois o homem que o matou está atrás das grades. – Eu sorri com a minha vitória. – Mas senti que metade da culpa que aquele homem tinha, eu também tenho. Pois se não tivessemos briagado naquela noite. Você não teria saído desnorteado de casa. E hoje eu não precisaria ter condenado aquele homem, e nem estaria aqui, conversando com você. – As lágrimas já não podiam ser mais contindas. Ums dor no peito crescia a cada palavra que eu pronunciava. Uma mistura de saudade, solidão e culpa.
- Eu te amo Harry – as palavras já quase não saiam mais de meus lábios, mas continuei em meio a soluços. – Naquela noite, eu apenas queria lhe contar, que eu estava grávida. Mas por um destino cruel, não foi o que aconteceu. Perdoe-me, eu não queria ter brigado com você. Eu não queria que você tivesse saído por aquela porta!
Fiquei ainda um tempo olhando para a foto do meu marido na lápide e permitindo que as lágrimas escorressem por meu rosto. Quando percebi que já havia esgotado tudo o que podia de lágrimas. Enxuguei meu rosto e fui para casa.
Ao me aproximar de casa, novamente vieram lembranças de dias felizes que passei com Harry. Lembrei do nosso primeiro dia nesta casa. Harry me pegou no colo e atravessou à porta sussurando “eu te amo” no meu ouvi. Foi nossa primeira noite de amor na nossa casa!
Quando entrei em casa tive a sensação de ouvi-lo sussurrando “eu te amo meu amor, nunca se esqueça disso!”. 
Espero que tenham gostado.

Até a próxima.

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Apresentação + Resenha: A Bandeja - Qual pecado te seduz?

Primeiramente quero agradecer a Caliane pelo convite para participar do Rainha de Copas. Bom, vocês devem estar se perguntando, mas quem é essa louca? Pois bem, meu nome é Sabrina da Silva Pires, mas podem me chamar de Sabri, tenho 21 anos, moro em Santa Catarina. Sou estudante de Licenciatura em Matemática, apaixonada por números, e tudo o que envolva matemática! Porém, nas horas vagas - o que infelizmente está sendo poucas - sou escritora de fanfics*, escritora do tumblr Diário de Uma Pequena Sereia, leitora assídua de livros, possuo juntamente com minha irmã um acervo de cerca de 70 livros - maioria deles Romance - caso deseje saber um pouco do que já li até hoje acompanhe meu Skoob
Enfim, acho que por enquanto é isso, caso queiram saber algo mais sobre mim, só perguntar!
Ah, eu e a Caliane nos conhecemos em março de 2010 pela internet e desde então nossa amizade vem se tornando cada dia mais forte, 4 anos já se passaram e nossa amizade não mudou em nada, apesar do pouco tempo que temos para nos falarmos.
Agora, chega de falar de mim, e vamos ao que interessa.

Se possível, uma vez ao mês trarei dicas de leituras e resenhas de livros que já li e os quais estão na minha lista de leitura. A primeira resenha que trago para vocês é do livro "A Bandeja - Qual Pecado te Seduz?"

Fonte: My Strange World.

Ficha técnica

Título: "A Bandeja - Qual Pecado Te Seduz?"
Autora: Lycia Barros.
Editora: Danprewan
Ano de Edição: 2010
Número de Edições: 3
Coleção/Série: Coleção Despertares
Quantidade de Página: 254
Encadernação: Brochura
Idiomas: Português
Dimensões (LXAXP): 14 x 21 cm

O Livro “A Bandeja, Qual Pecado Te Seduz?” traz um romance diferente de todos os outros que eu já havia lido. Este livro aborda uma trama muito comum em nosso dia a dia. Quem nunca se apaixonou por um professor?

Ele conta a história de Angelina, uma jovem com seus 19 anos decide ir para a faculdade, estudar Literatura como sempre sonhará. De uma família religiosa que preza muito por sua cultura. Angelina cresceu rodeada por ensinamentos que foram sempre a base de sua vida. Porém tudo se modifica ao chegar à Universidade. 

Ao conhecer seu professor de Linguística 1, surge uma paixão arrebatadora, não conseguindo controlar seus instintos, nem pedir a Deus que lhe iluminasse em suas decisões, acaba entrando em um mundo onde existia apenas o “eu e ele”, onde aos poucos foi deixando os amigos a família sua religião e até a faculdade em segundo plano. Passando cada minuto disponível do seu dia com Rico.

Depois de um tempo, Angelina passa a ter sonhos estranhos, que não fazem sentido, com significados marcantes. Que somente mais tarde descobre ser sinônimos dos 7 pecados. Ela conseguiu descobrir o que seus sonhos significavam apenas quando a “cegueira” paixão por Rico foi abalada depois de uma briga na qual ela descobriu que ele pela segunda vez a havia enganado. Com a suspeita de estar gravida e sem com quem poder contar, resolve mandar um e-mail contando tudo o que havia acontecido a sua velha amiga Natasha.

Mas como sempre fora o sonho de Natasha, ela estava em uma viajem junto com jovens missionários, e por ordem do destino, ou apenas por intermédio de Deus, Dante acabou lendo o e-mail que Angelina havia mandado para sua irmã. Tomando a decisão de voltar ao Brasil para poder ajudar sua amiga, no momento mais difícil que ela precisava. 

Ao chegar ao Brasil, Dante foi visitar Angelina na Universidade, ela em puro êxtase contou com a chegada de seu velho amigo, e com a ajuda que ele lhe proporcionou a partir daquele dia, ela conseguiu melhorar de sua depressão, voltou a praticar suas crenças religiosas. E por fim, com o passar do tempo, descobriu que apesar de não merecer, seu grande e verdadeiro amor era Dante. Mesmo após Rico se converter, ela sabia que pertencia a Dante.

A história de “A Bandeja” é intrigante, mas confesso que no início não apreciei a leitura, mas persisti e segui em frente, e fui descobrindo o quanto ela é apaixonante e o quanto ela pode nos ensinar. Além de ser um romance entre um homem e uma mulher, existe um grande amor demonstrado a Deus, e nesta história percebemos o quanto Ele pode mudar em nossas vidas. O quanto pedir para que Deus iluminar nossas decisões, e pedir proteção à Ele é muito importante!

Lycia Barros fez um grandioso trabalho!
Espero em breve trazer mais uma resenha para vocês!

Aprecie o Book Trailer do livro:



* Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs", mas que também pode ser chamada do Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animessériesmangáslivrosfilmes ou história em quadrinhos a que faz referência, ou uma história inventada por eles. fonte: Wikipedia.


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Leitura da vez: O Menino do Pijama Listrado

No Livro O menino do pijama listrado conhecemos Bruno, um garoto de nove anos que nada sabe sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus, inclusive ele não sabe sobre o que significa “ser judeu”. A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial.


Bruno mora com seu pai, sua mãe e sua irmã Gretel (que é um Caso Perdido, como ele costuma dizer) em Berlim/Alemanha. O Pai de Bruno é um oficial Alemão Nazista da alta hierarquia, subordinado ao Fúria e por conta do seu trabalho, toda família se vê obrigada a deixar Berlim e a mudar-se para uma região isolada. Bruno odiou com todas as forças a ideia de ter que sair de lá, ele não queria deixar seus amigos Karl e Daniel e Martin e seus avós para trás, mas não teve outra escolha a não ser ir.

Ao chegar na nova casa, que todos chamam de Haja-Vista, Bruno se sente deprimido, lá não havia outra criança da sua idade para poder brincar e ele não conhecia ninguém. Sendo assim, ele sente vontade de retornar a sua antiga casa e como falavam que eles ficariam por lá num “futuro previsível”, acreditou que isso não fosse durar mais do que três semanas, um mero engano. 


Ao olhar pela janela de seu quarto, ele consegue enxergar uma cerca e do outro lado dessa cerca ele vê pessoas, mas não entende que tipo de pessoas são e nem o motivo em que lá teriam mais pessoas do que do seu lado. 

Como não havia o que fazer na casa por não ter ninguém para conversar, brincar, resolve explorar os arredores do lugar. Ele começa a andar ao lado da cerca que havia avistado de sua janela, depois de muito andar, quase desistindo avista um menino. É aí que Bruno conhece Shmuel, uma criança que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele - 15 de abril de 1934.

Shmuel usava as mesmas roupas que todos usavam daquele lado da cerca, uma calça listrada, uma camisa listrada e um boné listrado. Shmuel tinha a cabeça raspada, feito como todos os outros, era muito magro, com um rosto sofrido e os olhos fundos. Os dois conversam pouco no primeiro dia, já que Bruno logo teria que retornar para casa.


Não demorou muito para que Bruno retornasse ao lugar onde encontrara Shmuel e continuou assim durante um ano. Como o amigo nunca comia, Bruno sempre dava um jeito de levar algo até ele. A partir daí sua exploração se torna frequente e inicia-se uma grande amizade entre Bruno e Shmuel.

Eu sempre tive vontade de ler esse livro, apesar de ter feito o caminho inverso e ter assistido o filme primeiro, como já sabia da história, acreditava que seria um grande livro para ler e não deu outra.

O livro é escrito pela inocência dos olhos de Bruno o que te faz ficar mais emocionado ainda com a história. Bruno é uma criança de nove anos em que não sabe o que está acontecendo em seu país, não sabe da guerra, não entende porque ser judeu é ruim, é uma criança que acredita que todas as pessoas possuem um coração bom.


O autor mostra que apesar do mundo estar em guerra, a amizade entre duas crianças é capaz de criar um laço afetivo enorme. A história narrada é da época onde existiam campos de concentração e discriminação contra os judeus e, falando nisso, o campo Haja-Vista relatado no livro é uma analogia ao campo Auschwitz-Birkenau e o Fúria chefe do pai de Bruno, na verdade é uma referência ao Hitler. 

O final é triste, mas emocionante. Nos faz pensar em nossas atitudes, no momento em achamos que estamos fazendo o bem, mas na verdade não estamos, podemos estar fazendo o mal sem ao menos perceber e quando menos esperamos esse mal pode voltar contra nós.

O livro é curtíssimo, porém vale muito a pena a leitura. É um livro para refletirmos sobre o que fazemos aos outros sem notarmos. Um dos melhores e mais emocionantes livros que já li.

Fiquei sabendo que há outro livro do mesmo autor chamado “O Garoto No Convés” que segue no mesmo estilo desse e nem preciso dizer que já fiquei interessada.


Título: O menino do pijama listrado. Autor: John Boyne. Edição: 1. Editora: Cia das Letras. Ano: 2007. Páginas: 186. 

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